Sabe todas aquelas coisas ruins que você fez para mim sem hesitar? Então, desejo tudo em dobro para você. Desejo que pisem no seu coração, como você pisou no meu. Que chore todas as lágrimas que eu chorei. Que sinta a dor que eu senti nas vezes em que me tratou como um lixo. Que saiba como é ser humilhado na frente de todos. Que sofra exatamente como eu sofri. Pois sei que nunca me amarás como eu te amei.
Margerry Martins
terça-feira, 16 de novembro de 2010
domingo, 7 de novembro de 2010
#the kill,
Look in my eyes,
You’re killing me, killing me,
All I wanted was you.
(The Kill – 30 Seconds To Mars)
#perdendo tempo,
Eu estava mais uma vez parada, tentando estudar. Mas as palavras que eu lia, não se encaixavam na minha cabeça, como sempre.
Estava no meu quarto. Tudo tão vazio e silencioso. Eu só podia escutar algumas vozes e um leve cricrilar de algum grilo. Aquilo me deixou triste. Naquele momento, o mundo parecia grande demais. Eu estava assustada, angustiada. O tempo havia passado tão depressa. Especialmente aquele ano. Passou como se fosse um mês.
Não dava para acreditar que ia acabar. Eu ia perder as pessoas mais importantes para mim. Ia perder o meu chão. Parecia que tudo ia desmoronar sobre a minha cabeça. Talvez eu preferisse isso a perdê-los.
Sendo sincera, eu estava muito cansada daquele lugar e até das pessoas dali. Queria conhecer coisas novas. Tentar achar a felicidade em outro lugar. Mas não assim. Não naquela hora. Eu ainda não estava pronta. Muitos problemas a resolver.
O que eu poderia fazer? Eu sabia que mais cedo ou mais tarde essa hora chegaria. A culpa foi minha de não ter me preparado melhor.
Meu coração palpitava reclamando por eu não tomar atitudes. Eu ficava parada enquanto o tempo passava e levava tudo o que eu amava. Entretanto, eu não poderia fazer nada. Estava paralisada. Semi-morta. E não me importava mais. Tudo o que eu fizesse seria inútil, então, só me restava aceitar. A dor, a perda. Eu teria que aprender a conviver com isso. Conteria minha abstinência, antes que ela acabasse comigo.
Margerry Martins
#decisão,
Ela estava sozinha novamente. Tanta gente em volta... Mas o vazio sempre era maior. Quando isso ia acabar? Ela deduzia que faltavam poucos dias. As aulas acabariam e seu passado seria deixado para trás. Mas e se não passasse? E se as lembranças atormentassem até o fim? Não dava para saber.
Era difícil saber o que fazer. Ela estava muito confusa. Não sabia se deixava o ano acabar e talvez as dores junto ou tentava acabar com elas antes. Aliás, nem sabia como derrotá-las. O que as causavam? Eram tantas coisas... E ela sabia que era impossível acabar com todas. Na verdade, eram todas inevitáveis. Ela apenas sofria pelo seu destino prescrito.
Não doía mais tanto. Ela já tinha se acostumado com a idéia de estar sozinha. Perdera seus amigos, seu amor, sua relação com a família não andava muito boa. E de quem era a culpa disso? Ela havia errado tanto assim? Em todo esse tempo, não tomou nenhuma atitude certa? Pelo visto não.
Ela havia tomado uma decisão que ao menos parecia certa. Decidiu afastar-se do que a fazia mal. Não queria mais parecer a idiota que abaixa a cabeça. Que aceita ordens e insultos. Mas não ia se esforçar para mudar sua imagem ali. Como havia dito, restava pouco tempo.
Com o tempo, ela percebeu que não sorria mais. Não por estar triste demais para isso, mas sim por não ter motivos para sorrir. O mundo parecia tão sem cor. E isso já estava assim há algum tempo. Antes mesmo da decisão. Talvez ela sempre soubesse que estivera errada. Não pensava nas coisas antes de fazê-las. Só fazia o que achava mais fácil. E agora sofre as conseqüências...
Margerry Martins
#miss nothing,
I’m miss autonomy, miss nowhere
I’m at the bottom of me
Miss androgyny, miss don't care
What I've done to me.
(Miss Nothing – The pretty Reckless)
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