quarta-feira, 25 de agosto de 2010

#the only exception,

Estávamos falando sobre o que aconteceria caso não desse certo. Bom, só tenho certeza de que me afastaria do amor. O máximo possível.
Como diz a música, você é a minha única exceção, mas o meu pacto com a solidão já foi feito há muito tempo.

Margerry Martins

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

#my mistake,

Não é que você não seja perfeito pra mim... Mas seria tão mais perfeito, se estivéssemos em um lindo campo florido. Seria tão mais perfeito, se as pessoas ao nosso redor não ficassem dando palpites. Seria tão mais perfeito, se estar com você, não me parecesse tão errado. Seria tão mais perfeito, se os pássaros cantassem perto do nosso ninho. Tão mais perfeito se eu pudesse estar sempre perto de você. Tão mais perfeito se não houvesse duvidas. Se não houvesse erro.
Compreende? É algo tão impossível e desejado quanto voar. Mas não se incomode com isso. Hesitar faz parte da minha lista de ações contínuas. Culpa da minha mania de ter medo, de achar que tem que ser perfeito pra dar certo. Perdoe-me por isso. Sei que minha cobrança às vezes enlouquece. Só lhe peço para que entenda. Aliás, eu o avisei que não seria fácil. Meu histórico não colabora. Minha quantidade de erros me fez ser assim, temerosa. Louca. Incomum...

Margerry Martins

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

#críticos,

Eu precisava estudar. Havia prometido que melhoraria as minhas notas. Mas eu não queria. Minha preguiça era incrivelmente forte. Eu só tinha vontade de deitar e não fazer nada, o dia inteiro. Porém, o tempo não ia parar pela minha preguiça. E eu realmente precisava estudar.
Minha cabeça estava cheia. Muitas vontades, muitas revoltas. Uma coisa que realmente me deixava indignada, eram as pessoas. Eu não podia entendê-las. Até podia, mas não aceitava. As idéias delas, eram diferentes demais. Só sabiam criticar os outros, nunca ouviam conselhos. Para elas, o bom era o errado. Para muitas, o que é diferente é ruim. Mas será que alguma delas já parou para analisar o que criticavam? Eu não entendia quando alguns adultos viam adolescentes namorando e já começavam a criticar. Ué, quando uma cena parecida passou na novela, não achou lindo? O próprio crítico, em sua adolescência, nunca esteve apaixonado? Realmente difícil de entender.
Eu via crianças, julgando crianças, por serem crianças. Pessoas que falavam mal de outras sem nem ao menos conhecer. Só CRITICAS, CRITICAS e CRITICAS. Agora, critique-os pra ver.
Eu sentia vontade de mudar a mente de todo mundo. O que é muito errado. Cada um tem o direito de ser o que quiser ser, pensar o que quiser pensar. Eu só não aceitava o fato de ter que conviver com gente assim. Onde estavam as pessoas que pensavam iguais a mim? Eu era a única do mundo? Não que eu odiasse essas pessoas, até me dava bem com elas. Mas eu me sentia sozinha. Uma “estranha no ninho”. Afinal, eu era diferente. Eu gostava de coisas estranhas, me vestia diferente. Não gostava muito de fazer o que era errado. Não que fizesse sempre o certo, mas eu escolhi evitar.
Eu chegava a me sentir com falta de opção. Não gostava da minha escola. Lá realmente todos eram diferentes de mim. Eram... “normais” demais para o meu estranho mundo. Sempre me criticando...
Eu precisava ficar em paz. Me sentir bem com o que eu era. Detestaria mudar. Aliás, nem mudaria. Seria cansativo demais. Havia dito que sou o cúmulo da preguiça. E com tantas idéias na cabeça, realmente havia esquecido: precisava estudar.

Margerry Martins

sábado, 14 de agosto de 2010

alguns textos antigos,

#um coração sem veias,

O que leva alguém a fazer algo assim? Chega a ser cruel. Puxaram cada vaso, cada veia do meu coração covardemente. Mas eu não reclamei. Aceitei meu destino e esperei que até o meu último fio de vida fosse arrancado. Porém, de repente pararam de puxar. A dor foi pior, fiquei agonizando, gritando, na vã esperança de que aquilo acabasse. Teria sido melhor se tivessem arrancado tudo logo. Mas acho que gostavam de me ver sofrer.
Apareceram duas pessoas.  Estranhei ao ver alguém depois de tanto tempo na minha solitária. Mas fiquei feliz, então eles começaram a repor, vaso a vaso, veia a veia. Eu já podia sentir a força da vida entre meu corpo novamente. Meu coração batia forte, feliz por poder pulsar outra vez.
Mas alguma coisa estava errada. Faltava alguma das veias. Foi então que um dos meus salvadores arrancou a veia de si e colocou-a em mim, conseguindo assim, completar meu coração. Fiquei feliz com o ato, apesar de não entender o motivo que levou meu salvador a cometer tal sacrifício.
Tudo começou a melhorar. O sol parecia brilhar mais aos meus olhos. Até que então eu notei.  Comigo, estava tudo bem. Mas parece que ao meu salvador, aquela pequena veia lhe fazia falta. Acho até que fez mais falta a ele do que demonstrava.
Ele começou a ficar diferente. Agia estranho comigo. Talvez quisesse a veia de volta, mas não achava justo pedi-la. Ele foi se afastando. Mas quanto mais ele se afastava, mais eu sentia minhas veias se afastarem também. Não bastava apenas as veias estarem ali. Também precisava de que meu salvador as segurassem para mim. Eu sabia que a veia lhe fazia falta, por isso, eu a entregaria sem problemas. Para quem já esteve sem nenhuma, menos uma não faria falta.
Entretanto, eu precisava do meu salvador. Mais do que de qualquer uma daquelas veias. Precisava de que ele estivesse ali, para segurá-las para mim. Porque senão, eu iria acabar morrendo, da mesma forma.

Margerry Martins

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#Pensando, à noite

Eu não sabia mais como respirar. Não sabia por que não respirava mais. Estava tudo tão confuso, e nada parecia que iria se resolver. Queria ficar sozinha. Não queria que vissem a que estado eu cheguei. Eu mesma não me reconhecia, sempre fui tão feliz! O que será que veio estragar a minha vida?
Fui para o meu quarto. Ia tentar dormir, assim pelo menos esqueceria tudo por algumas horas. Pena que não consegui. Nada saia da minha cabeça, estava tudo ali, tão confuso. Eu não conseguia entender o que estava ou não me incomodando. Comecei a chorar, inutilmente. Não sabia por que, mas chorava. E parecia que a cada segundo, era mais alguma coisa, vindo me incomodar. Eu queria parar! Só isso. Estava cansada de sofrer, cansada de chorar sem motivo. O que é que absorvia a minha alma? Seja lá quem for que estava com o meu coração na mão, apertando-o, eu apenas queria que parasse. Estava doendo mais do que eu podia suportar.
Desci da cama e me deparei com o espelho, refletindo tudo aquilo que eu não queria ver. Vi um rosto que refletia sofrimento. Olhos vermelhos e inchados, cansados de expulsar tanta lágrima. Uma imagem decadente de uma garota distinta do mundo ao seu redor. Eu olhava para o meu reflexo, mas não entendia porque ele tinha que ser tão diferente dos outros. Os olhos, não eram olhos de uma garota de 14 anos. Eu deveria estar pensando em maquiagens, roupas, shoppings, coisas banais da adolescência. Mas eu não estava pensando em nada disso. Eu olhava para as minhas amigas e as via tão diferentes de mim. Eram bonitas, usavam cores coloridas, eram felizes! Então porque eu era assim? Escondia-me no preto, me achava horrível, era infeliz. Por que eu tinha que ser tão diferente?
Desisti de olhar para o espelho. Aquela imagem deprimente não estava ajudando em nada. Fui beber água e voltei para a cama. Olhei para o teto, pensando em tudo. Fechei os olhos, olhando para o fundo daquele poço sem luz onde minha alma se encontrava. Queria descobrir qual era o problema dela. Saber o porque de ela não sair da escuridão e ir para onde há luz. Mas não tive resposta. Então deixei que o sono finalmente me alcançasse.

Margerry Martins

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#mundos,

As pessoas andam por muitas ruas, caminham por varios lugares. Queria saber se elas realmente conhecem cada um deles. Observei cada mundo, ouvi muitas histórias, então, pude ver quatro mundos. Quatro mundos emocionais. O primeiro, é o mundo em que vivemos, dia-a-dia. Onde o "ruim" e o "bom" vivem juntos, de modo harmonioso. Lá, existem muitas cores, sons. O ar é normalmente poluido. Pessoas que estão lá, geralmente são felizes. Teem metas, sonhos, promessas a cumprir, objetivos. E estão sempre tantando realizá-los, para poder sair deste mundo e encontrar um mundo melhor. Erro. Até que então, o objetivo de vida é cumprido. O sonho é realizado. E assim se chega ao segundo mundo. As pessoas estão no auge da felicidade, estão praticamento no "paraíso", nada mais as deixa triste. As cores são as mais belas, quase intocadas pelo homem. O ar é puro. A felicidade chega em forma de exagero, tudo parecendo "bom demais para ser verdade". Nada dura pra sempre, então, um dia, as pessoas caem do "paraíso", encontrando assim, o terceiro mundo, o "inferno". Ter a felicidade arrancada brutalmente, é algo quase insuportável para o ser humano, então, lá eles acham o sofrimento, a tragédia, a dor. Tudo causado pela própria ambição. No terceiro mundo, é tudo muito vermelho, muito triste. Os sons são gritos de desespero. O ar é rarefeito. É praticamente como estar acorrentado em meio a um campo de guerra. E é bem dificil se soltar dessas correntes. Então as pessoas desistem de tentar fugir. Aceitam a própria prisão aterrorizante. Acostumam-se com a dor, com a falta de ar, com o sofrimento, a tragédia, a ausência de felicidade. Até que não sentem mais nada. Nem felicidade, nem tristeza. E isso, por desistirem de si mesmos, por isso perdem a própria alma em um abismo extinto de agua, luz, cores, sons. As pessoas que estão nesse quarto mundo, não sentem absolutamente nada. É como estar em um quarto trancado, sem luz, em pé. Essas pessoas vivem simplismente por instinto. Ou melhor, não vivem. E neste lugar, se perdem para sempre, pois não pode se enxergar a saída. Não pode se enxergar nada. Estão perdidas, completamente. E nem tentam mais. São muito raras as pessoas que se dão conta de onde enfim chegaram, e tentam inútilmente escapar. Esperaram demais. Aguentaram o que não deveriam aguentar. Perderam-se para sempre. Não que nenhuma pessoa nunca tenha consiguido escapar. Sempre há uma esperança, não importa o quão fundo você esteja no poço, sempre há a esperança de sair. Então as pessoas sempre tentam. Estão sempre tentando sair de um lugar, para achar outro, contando com que este seja melhor. Mas do outro lado de uma porta, pode não ter uma saída.

Margerry Martins